sexta-feira, 31 de maio de 2013

Do Blog do Prof. Pedlowski: Mais um colaborador próximo abandona a barca de Eike Batista



Pelo que acaba de informar o jornalista Lauro Jardim em seu blog Radaroline na Revista Veja, mais um figurão abandonou a nau desgovernada de Eike Batistta. Agora foi a vez de Roberto D´Avila que cumpria o papel de midiatizar os feitos e conqustas do ex-menino de ouro do desenvolvimentismo petista.

Bom no ritmo em que anda a venda de ações nas empresas "X" para corporações multinacionais que ninguém se surpreenda se o próximo a partir for o próprio Eike. Não seria o primeiro capitalista a abandonar sua criatura corporativa imersa em dificuldades.

Fico imaginando o que os Eiketes (ou Eike boys) estarão pensando nesse momento. No mínimo essa partida surpreendente também desse ser culpa dos que estão na "torcida do contra". Afinal, há quem culpe sempre o mensageiro. Já o Roberto D´Avila partiu e nem mandou recado! E olha que, como diz Lauro Jardim, era um dos mais próximos colaboradores de Eike!



Mais um
D'Avila e Eike: colaboração de quase uma década

Depois de oito anos, Roberto D’Avila, um dos mais próximos colaboradores de Eike Batista, deixou o grupo EBX.

FONTE: http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/economia/mais-um-3/

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Do blog do Prof. Roberto Moraes: Novas informações sobre o Complexo do Açu


1) A empresa paulista ICEC, especializada em montagens industriais, demitiu nesta quarta-feira, mais uma leva enorme de trabalhadores. As informações que o blog teve acesso é que a empresa desmobilizou todo o seu aparato de materiais no canteiro de obras do Complexo do Açu e está desativando seu alojamento em Água Preta praticamente definindo sua saída das atividades no Açu;

2) A ICEC é apenas uma das 47 empresas contratadas diretamente pela OSX para execução de atividades no estaleiro da OSX no Complexo do Açu;

3) Ainda, segundo informações obtidas pelo blog, os poucos trabalhadores em atividades no estaleiro foram dispensados de suas atividades neste feriadão (feriado + recesso) só devendo retornar às atividades, na próxima segunda-feira, 3 de junho;

4) Até a interrupção das atividades de implantação do Complexo do Açu, um total de 172 empresas estavam trabalhando em suas obras. Um quantitativo de 47 empresas eram contratadas diretamente pela OSX, enquanto 125 empresas eram terceirizadas.

5) Pela conta acima, considerando o universo de 252 autuações feitas pelo Ministério do Trabalho, em fiscalização exercida por oito auditores ficais vindos de Brasília, mais dois auditores-fiscais, da Sub-Delegacia do Trabalho de Campos, pode-se afirmar que houve 1,5 autuação por cada empresa fiscalizada no ambiente das obras do Complexo do Açu. A conta mostra que há muitos problemas a serem sanados e
evidencia a necessidade de controle por parte do Sindicato e da sociedade.

6) Eike não é mais o acionista majoritário da MPX. Nesta quarte-feira, Eike vendeu 24,5% do capital social da MPX lucrando R$ 1,45 bilhão. Com isso a empresa alemã E.On. passou a ter 36,2% do capital da MPX. Eike agora tem apenas 28,97%, passando a ser acionista minoritário de sua ex-empresa de energia, a MPX. Segundo analistas, o quadro confirma a posição do Banco BTG Pactual que passou a orientar as ações do grupo EBX sugerindo que o grupo deveria reduzir a participação acionária em suas empresas.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Porto do Açu vai demitir mais 700 trabalhadores


A operação do ministério que resultou em multas para 25 empresas que atuam no Porto do Açu, em São João da Barra, foi iniciada após denúncias sobre as más condições de trabalho no Complexo Industrial, que já teve 8 mil trabalhadores contratados. A ação do MTE não incluiu as obras do estaleiro da OSX, mas ocorre em meio a uma série de demissões recém anunciadas na empresa, braço de construção naval da EBX.

O estaleiro, localizado dentro do complexo, empregava até o início do ano, direta e indiretamente, cerca de 3 mil pessoas em suas obras. Nos últimos meses, entretanto, já foram demitidos pelo menos 800 funcionários. A OSX confirma apenas a dispensa de 315 dos 575 contratados diretos. Em resposta enviada a um questionamento do Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a companhia informou que "com o ajuste da equipe de colaboradores da OSX, serviços de apoio e terceirizados também passam por adequações".

Nas contas do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário no Estado do Rio de Janeiro, porém, são mais de 1 mil demitidos. Na tarde de terça-feira, dia 27, foi realizada uma audiência no Ministério Público do Trabalho em São João da Barra, com empresas contratadas e subcontratadas para a construção do estaleiro. De acordo com o presidente do sindicato, José Carlos Eulálio, outras 700 demissões graduais estão previstas na unidade de construção naval da OSX.

No dia 17, a OSX divulgou um comunicado informando alterações em seu plano de negócios. A empresa terá um aumento de capital de US$ 120 milhões a partir do exercício parcial de uma opção de venda do controlador Eike Batista. Outros US$ 380 milhões ficam disponíveis para exercício até março de 2014.

A companhia dará prioridade a projetos geradores de caixa da unidade de "leasing" e à conclusão da obra da fase inicial do estaleiro para atender a atual carteira de encomendas. Segundo o comunicado, a retomada de futuras fases de construção do estaleiro se dará de acordo com a "confirmação de novas perspectivas quanto a demanda da clientela e correspondente equacionamento econômico-financeiro". As informações são do Jornal Estado de São Paulo. 

*AE/VIUonline

Ministério do Trabalho multa 25 empresas do Porto do Açu

Foram registrados 252 autos de infração em decorrência de irregularidades detectadas em operação encerrada na última sexta-feira

Mariana Durão, do

Divulgação
A falta mais grave estava no transporte de blocos de concreto que servirão como base para o quebra-mar do Açu. Moldada em alto-mar, a estrutura deveria ser removida até o porto por um rebocador

Rio de Janeiro - O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) multou 25 empresas que atuam na construção do Porto do Açu, empreendimento da LLX no norte fluminense.

Foram registrados 252 autos de infração em decorrência de irregularidades detectadas em operação encerrada na última sexta-feira. A fiscalização no empreendimento do grupo EBX, de Eike Batista, envolveu uma força-tarefa de Brasília, Rio e Campos dos Goyatacazes e levou duas semanas.

A falta mais grave foi detectada no transporte de blocos de concreto que servirão como base para o quebra-mar do Açu. Moldada em alto-mar, a estrutura deveria ser removida até o porto por um rebocador.

A remoção, entretanto, estava sendo feita por uma espécie de retroescavadeira e pondo em risco a segurança de 40 trabalhadores envolvidos. A obra ficará parada até que sejam cumpridas as exigências de segurança do Ministério, informou o gerente regional do MTE em Campos dos Goytacazes, José Pessanha.

Os autos de infração, que resultam em multas às empresas responsáveis, punem irregularidades como a falta de equipamentos adequados de segurança do trabalho, contratação de operários sem exame admissional, excesso de horas trabalhadas, más condições sanitárias dos alojamentos e até atrasos no pagamento de salários.

O valor total das multas não foi divulgado. As empresas autuadas têm até o dia 3 de junho para recorrer.


A LLX informou em nota que considera a vistoria do Ministério do Trabalho no Porto do Açu uma ação rotineira em grandes empreendimentos de infraestrutura. A empresa afirma que cumpre a legislação trabalhista e exige o mesmo de seus parceiros. Sobre a interdição nas obras do quebra-mar, a LLX diz que já tomou as providências cabíveis.


A empresa destaca que "a interdição é pontual, em uma única tarefa, e que não interfere no cronograma de obras do empreendimento, que tem início de operação previsto para este ano".

Atualmente 172 empresas atuam no Complexo Industrial do Superporto do Açu, 47 diretamente e 125 indiretamente. De acordo com Pessanha, do MTE, todas elas serão fiscalizadas. A fiscalização foi realizada após denúncias sobre as más condições de trabalho no Complexo Industrial do Açu, que já chegou a ter 8 mil trabalhadores contratados.

A ação do MTE não incluiu as obras do estaleiro da OSX, mas ocorre em meio a uma série de demissões recém anunciadas na empresa, braço de construção naval da EBX.

O estaleiro, localizado dentro do complexo, até o início do ano empregava, direta e indiretamente, cerca de 3 mil pessoas em suas obras. Nos últimos meses, entretanto, já foram demitidos pelo menos 800 funcionários. A OSX confirma apenas a dispensa de 315 dos 575 contratados diretos.


Em resposta enviada a um questionamento do Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, a companhia informou que "com o ajuste da equipe de colaboradores da OSX, serviços de apoio e terceirizados também passam por adequações".

Nas contas do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário no Estado do Rio de Janeiro (Sticoncimo-RJ), porém, são mais de 1 mil demitidos. Nesta segunda-feira, as empresas contratadas e subcontratadas nas obras do estaleiro não compareceram a uma audiência convocada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Campos.

Uma investigação para apurar eventuais irregularidades nas demissões em massa será instaurada pelo MPT. Segundo o presidente do sindicato, José Carlos Eulálio, outras 700 demissões graduais estão previstas na Unidade de Construção Naval (UCN) da OSX.

No dia 17 a OSX divulgou um comunicado informando alterações em seu Plano de Negócios. A OSX terá um aumento de capital de US$ 120 milhões a partir do exercício parcial de uma put (opção de venda) do controlador Eike Batista. Outros US$ 380 milhões ficam disponíveis para exercício até março de 2014.

FONTE: http://exame.abril.com.br/gestao/noticias/ministerio-do-trabalho-multa-25-empresas-do-porto-do-acu?page=1

Decisão do TRF ratifica decisão da Justiça Federal em Campos sobre atuação do Ibama e proibição de supressão de restinga nas obras do Complexo do Açu


A decisão do Tribunal Federal do Rio de Janeiro da 2ª Região foi comentada nesta manhã pelo professor Marcos Pedlovski aqui em seu blog.

Com a decisão do desembargador Guilherme Couto de Castro no Agravo de Instrumento peticionado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis - Ibama, o órgão terá que realizar auditoria ambiental nas obras do Porto do Açu, conforme decisão do Juiz Federal da 1ª Instância em Campos dos Goytacazes.

Na prática, a decisão do TRJF, recusa a solicitação judicial do Ibama e determina suas obrigações e responsabilidades com o licenciamento ambiental no Complexo do Açu.

Confira abaixo a sentença na íntegra:





MPT vai apurar demissões em massa no estaleiro do Porto do Açu


Carlos Grevi

Decisão do MPT foi tomada a partir de informações prestadas pelo Sindicato

O Ministério Público do Trabalho (MPT) vai instaurar uma representação para apurar como estão sendo conduzidas as demissões por empresas que operam no Porto do Açu. A investigação será conduzida pela Procuradoria do Trabalho em Campos.

Em nota, o MPT informa que vai "apurar a possível falta de negociação prévia às dispensas em massa noticiadas por empresas que operam no Porto do Açu". As demissões estão concentradas nas obras do estaleiro da OSX, braço de construção naval da EBX, holding que reúne as empresas de Eike Batista.

Localizado dentro do Açu, o estaleiro empregava até o início de 2013, entre contratações diretas e indiretas, cerca de 3 mil pessoas em suas obras.


Nos últimos meses, porém, pelo menos 800 funcionários foram demitidos. A OSX confirma apenas a dispensa de 315 dos 575 contratados diretos. A companhia informou que "com o ajuste da equipe de colaboradores da OSX, serviços de apoio e terceirizados também passam por adequações".

A LLX, responsável pelo Complexo Industrial do Açu, informou que realizou apenas dispensas pontuais decorrentes do fim de etapas de construção. Ao todo, foram dispensadas 50 pessoas em 2013.

A decisão do MPT foi tomada a partir de informações prestadas pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário em Campos, em uma audiência realizada nesta segunda-feira, 27/05. As empresas contratadas para tocar a obra foram convocadas, mas não compareceram. O sindicato estima que mais de 1 mil pessoas já foram dispensadas.

sábado, 25 de maio de 2013

Do blog do Prof. Pedlowski - Porto do Açu: muito sal para pouca feijoada


Uma coisa que estou vendo é que dependendo do interlocutor, o prazo de recuperação da situação do Grupo EB(X) varia ao sabor dos ventos. Uma hora o prazo é de 60 dias, em outra sobe para 90. Do ponto do meu parco conhecimento do mercado de ações e a volatilidade em que as empresas "X" estão emersas, esses prazos são meros chutes e trazem consigo interesses outros do que oferecer um tempo objetivo para o qual as coisas voltariam ao normal no Porto do Açu.

Se tomarmos os prazos colocados pelo CEO da OSX, Carlos Bellot, a ampulha do tempo avança para dentro de 2014. E a mesmo coisa é observada quando se ouve o chefão da OG(X). Em outras palavras, o prazo mais otimista dentro do próprio grupo EBX é de, no mínimo, 180 dias, podendo chegar a 300 dias. Em suma, talvez daqui a um ano saibamos em que situação estarão as empresas da franquia "X".

E o Porto do Açu nessa coisa toda? O que está aparecendo, inclusive com a superprodução de aço pela China, é que as tais siderúrgicas vão continuar na maquete pelo menos até 2015. E com isso o resto do que seria o famigerado Distrito Industrial de São João da Barra também vai ficar por lá. Assim, o Complexo Industrial-Portuário do Superporto do Açu deverá voltar ao seu desenho original, qual seja, o de um porto, seja offshore ou onshore, mas um porto.

Se essa previsão se confirmar, o que teremos para começo de conversa é a explosão de uma bolha imobiliária em Campos dos Goytacazes, com impactos graves sobre a economia local, que poderá ainda sofrer o baque da perda de parte considerável dos recursos dos royalties.

O mais incrível nisso tudo é que nada disso está sequer sendo aventado, o que impede uma discussão realista sobre o problema em que estamos imersos. Aliás, aonde foi parar a tal reunião que a CDL/Campos e a FIRJAN/NF iam promover com a "sociedade civil organizada" para esclarecer a situação do Porto do Açu? Tal como o gato e o porto, essa reunião parece ter subido no telhado.

Felizmente ainda existem as universidades que estão dando sinais de que discussões sérias serão realizadas para oferecer alternativas ao fracasso iminente desse mega-empreendimento. Aliás, como li recentemente num artigo publicado na Revista Visão Socioambiental, o Porto do Açu até agora tem sido de muito sal para pouca feijoada. Está na hora de sairmos de uma postura letárgica para exigir que essa discussão saia do campo da fantasia e das apresentações de Powerpoint tão a gosto de Eike Batista.

Empresas do Porto do Açu, RJ, são autuadas pelo Ministério do Trabalho

Vinte e cinco empresas trabalham na construção do porto. Irregularidades foram notificadas pelo Ministério do Trabalho. 

do G1 Norte Fluminense


O Ministério do Trabalho autuou 25 empresas que trabalham na construção do Porto do Açu, em São João da Barra, Norte Fluminense. Em uma semana de fiscalização foram encontradas irregularidades como, falta de equipamentos de segurança e de pagamento de benefícios aos operários

As obras do porto em São João da Barra começaram em 2007 e chegaram a ter 8.500 mil operários mas, desde janeiro deste ano, 870 foram demitidos. Uma das empresas terceirizadas que atuam na obra já anunciou que vai demitir outros 780 até fevereiro de 2014.

As condições de trabalho na construção do complexo industrial do porto já foram alvo de manifestações. Em abril, funcionários de uma das empresas terceirizadas interditaram a RJ-240, impedindo o acesso às obras. Os trabalhadores denunciaram a falta de pagamento de salários e benefícios.

Fiscais do Ministério do Trabalho chegaram ainda a interditar uma parte do processo de transporte de blocos de concreto, que estaria sendo feito de forma irregular e colocando a vida dos funcionários em risco. Os blocos que concreto que tiveram o transporte interditado vão servir para formar o quebra-mar e estavam sendo transportados por uma retroescavadeira, colocando em risco o condutor.

Atualmente, mais de 150 empresas estão, de forma direta ou indireta, atuando na construção do complexo portuário. O Ministério do Trabalho garante que todas serão fiscalizadas. O valor total das multas aplicadas não foi divulgado, mas segundo o ministério, se forem pagas dentro do prazo, terão descontos de até 50%.

Em nota, a LLX, empresa responsável pelas obras do Porto do Açu, classificou como rotineira a fiscalização do Ministério do Trabalho e disse que cumpre todas as normas trabalhistas, além de exigir que os parceiros também respeitem as leis.

Planície Lamacenta - Porto do Açu: O senhor X e seus bonecos de ventríloquo!



Um fato é inquestionável: Não há quem saiba dizer, ao certo, o que acontece nas terras da eikelândia.

Há os blogs mais informados da região sobre o tema, como Roberto Moraes e Marcos Pedlowski, mas ainda eles esbarram na total falta de informação e na rede de manipulação montada pelo senhor X.

Em um empreendimento movido a especulação, é claro que propaganda não é só a alma, mas o próprio negócio!

A despeito de toda a crise, que foi negada veementemente, mas depois admitida, assim como o sal depositado na terra pelas escavações no porto, que os eiketes diziam ser um delírio dos críticos, não são o senhor X ou seus porta-vozes corporativos que falam ao público e às autoridades, inclusive aquelas que hipotecaram-lhe apoio e vastas somas de Orçamentos Públicos.

De verdade, nenhum dos itens do cronograma de nenhuma das empresa se cumpriu, nenhuma das promessas se concretizou, e tivemos, antes das demissões que agora ocorrem, várias greves que interromperam os trabalhos, motivadas pelas reclamações dos trabalhadores, submetidos a condições desumanas.

É preciso não esquecer a situação dos agricultores despejados de suas terras, para dar lugar a um distrito industrial que é só mais uma promessa.

O certo, ou o mais provável, que teremos um porto vinculado ao setor do petróleo, e um monte de galpões espalhados pela região do Açu, e um processo inevitável de favelização do entorno, que já começa a tomar corpo com invasões de pessoas descartadas pelas empresas X e suas terceirizadas.

Hoje de manhã, o programa de rádio da faculdade que deseduca ainda mais a péssima formação dos futuros jornalistas, haja vista o verdadeiro desastre que é o nível dos "profissionais" desta região, um secretário do governo de SJB foi cumprir o triste papel de preposto do senhor X, ou seja, foi explicar o inexplicável.

Sabemos que dos problemas fonoaudiológicos, o mais comum deles é a gagueira, que se manifesta quando a pessoa, que detém tal disfunção, está em situação desconfortável.

Pois o secretário de planejamento, ao falar das suas "esperanças" sobre o Porto do Açu, não parecia estar à vontade, a julgar pela sua dificuldade em manter sua fala fluída, ao contrário de quando falava sobre outros temas. O pobre secretário gaguejou todo tempo!

De todo modo, é uma vergonha que uma autoridade pública cumpra a triste sina de fazer papel de boneco de ventríloquo, falando pelo grupo empresarial que vai jogar no colo da municipalidade o maior desastre sócio-ambiental da História da região.

Mas o que esperar de um secretário que serve a um prefeito que foi beijar a mão (ou os pés) do Kimoçabe do Açu?

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Blog do Pedlowski: A ira à crítica ou...Porto do Açu, o choro e o riso são livres!


Parece que os últimos acontecimentos no Porto do Açu estão enevoando o raciocínio daqueles que apoiam acriticamente o empreendimento. A verdade é que o aparecimento de demonstrações de ira aos que até bem pouco tempo ousaram criticar as claras contradições entre as promessas e o que estava sendo entregue serve também como termômetro de que a realidade finalmente chegou até para os mais irredutíveis dos Eiketes (ou se preferirem Eike boys). Até ai tudo bem, pois o choro é livre.


Agora tentar imputar aos críticos a insensibilidade e o riso com a desgraça alheia é, no mínimo, falta de argumento. No meu caso essa coisa nem me abala, pois como meu pai foi metalúrgico por quase 30 anos e, por isso, esteve envolvido na construção de dezenas de fábricas no Brasil inteiro, eu sei bem o que se passa nas famílias dos trabalhadores desempregados. Aliás, como meu pai morreu precocemente em função de vários problemas associados à vida insalubre a que estão expostos os "peões" de obra, sei que as doenças ocupacionais e os dramas que se seguem não são motivo para riso de ninguém. No entanto, quando meu pai foi enterrado após participar da construção de mais de 20 indústrias em todo o território brasileiro, não vi nenhum empreiteiro ir lá prestar homenagem pelos anos duros de trabalho que ele lhes ofereceu. A única homenagem que eu conheço ao meu pai está no alto forno da COSIPA em Cubatão onde o nome dele está numa placa. E só isso!

Entretanto, onde estavam os que hoje se contorcem pela situação calamitosa em que o Porto do Açu se encontra quando centenas de famílias eram expulsas de suas terras, tinham suas casas e plantações destruídas? Onde estavam estes que hoje apontam o dedo raivoso para os críticos? Com certeza não estavam prestando assistência e solidariedade aos que foram desabrigados e humilhados. O mais provável é que estivessem nos coquetéis "boca livre" que eram promovidos pelo Grupo EB(X) para que a imprensa local só falasse coisas boas, e se omitisse completamente no que estava (e está) sendo feito contra agricultores e pescadores humildes que habitavam o V Distrito de São João da Barra (Aqui!).

E uma nota de cuidado aos que tentam pintar um cenário promissor para o segundo semestre. Acho que seria bom olhar para os indicadores do comércio internacional. A situação do valor das commodities e o descenso do interesse chinês pelos bens minerais brasileiros não apontam exatamente um cenário positivo para o Porto do Açu. A ver.


terça-feira, 21 de maio de 2013

Folha da Manhã noticia: Demissões no Superporto do Açu continuam



As demissões no Superporto do Açu, empreendimento do megaempresário Eike Batista no litoral de São João da Barra, continuam. O presidente do sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Campos, José Carlos Eulálio, afirmou hoje (21) que embora a entidade não tenha recebido nenhum comunicado oficial, ele foi informado de que, da semana passada até a última segunda-feira, mais de 200 funcionários teriam sido dispensados pela OSX, que responde pela construção do estaleiro. De acordo com Eulálio, outra situação preocupante diz respeito aos trabalhadores da Acciona. Eles teriam sido informados nesta terça que serão demitidos. “A informação que a gente tem é de que a OSX exigiu a demissão de 1.000 dos 1.600 trabalhadores que foram colocados à disposição”, afirmou ele. Eulálio não soube informar se houve demissões na LLX e a assessoria desta negou que tenha ocorrido dispensa.

Em oito de maio último, um dia depois de tornar pública a decisão de suspender o contrato de prestação de serviços com a OSX Construção Naval, no Superporto do Açu, a Acciona reuniu, no campo do Goytacaz, todos os seus colaboradores de mão de obra direta no projeto para informar sobre a decisão de manter os contratos de trabalho e que agora correm o risco de serem rompidos, caso ela acate a exigência da OSX. Na ocasião, a empresa enviou nota afirmando: “Em respeito aos seus colaboradores, a empresa presta os esclarecimentos necessários para tranquilizá-los neste momento. A empresa se compromete a continuar a informá-los à medida que surjam novos fatos sobre a situação”, afirmou a nota. Houve reunião no mesmo local.

Segundo José Eulálio, mesmo que os contratos não tenham completado ainda um ano — depois desse período, rescisões só podem ser feitas no Ministério do Trabalho —, as empresas teriam que comunicar ao ministério, por conta do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão que regula a estatística sobre o mercado de trabalho de todo o país. “Só aceitaremos se as demissões ocorrerem de forma gradativa, com até 40 trabalhadores a cada 15 dias”, afirmou o líder sindical, admitindo preocupação com a situação dos trabalhadores no Açu e lembrando que a Acciona tem subcontratadas que provavelmente também vão demitir funcionários. “Elas não terão caixa para manter os funcionários, se não receberem”. 

No início do mês, outros 150 trabalhadores também foram demitidos.

Do Blog do Prof. Pedlowski - Porto do Açu: enclave ou exclave?



Um dos aspectos que sempre me incomodou na visão de "desenvolvimento" oferecida pelo Grupo EB(X) e sus acólitos é que a visão que nos ofereciam do paraíso econômico era claramente a de que um enclave teria que ser construído para tanto, nem que fosse necessário arrancar de suas propriedades centenas de famílias que ali viviam há diversas gerações. Essa noção distorcida de desenvolvimento nunca me convenceu, pois sei que enclaves tem sempre uma vida difícil, especialmente nas relações com seus vizinhos.

Mas o que é um enclave? Em Geografia Política, um enclave é um território com distinções culturais e sociais cujas fronteiras geográficas ficam inteiramente dentro dos limites de um outro território estrangeiro. Pode ser simultaneamente um exclave caso seja um território legal ou politicamente ligado a outro território ao qual não está fisicamente contíguo. 

Aqui é preciso então dizer claramente que mega-empreendimentos como o do Porto do Açu são enclaves de tipo especial, pois aparecem como o produto de uma combinação de interesses entre corporações econômicas (Grupo EB(X)) e os eventuais ocupantes do aparelho de Estado (Sérgio Cabral, Júlio Bueno, Carlos Minc). E o interessante é que os teóricos da Geografia Política ainda terão de vir com um termo específico para este tipo de enclave, pois este está ligado não a outro território, mas a agentes financeiros globalizados.

Por isso mesmo, todas as idas e vindas desse enclave precisam ser relacionadas ao que está acontecendo dentro da Economia globalizada. Aqui não se trata apenas dos desvios de personalidade deste ou daquele personagem, mas como toda a cadeia de interesses econômicos torna figuras centrais em marginais, e vice-versa.

Apesar de qualquer vaticínio final sobre o Porto do Açu ser difícil (exatamente por causa do que foi dito acima) é certo que os perdedores de hoje continuarão perdedores amanhã, e que o empreendimento dificilmente terá o tamanho que aparecem nas maquetes de hoje. 

E quando falo de "perdedores", estou falando dos agricultores e pescadores que tiveram suas vidas devastadas (aliás, a CODIN continua desapropriando terras no Açu!), os trabalhadores das empresas que estão agora no olho da rua da amargura, e os fornecedores que estão com papagaios na mão esperando pelo pagamento daquilo que forneceram. Para esses não haverá salvação através do BNDES ou de outras linhas de financiamento oficial. Este tipo de generosidade com o dinheiro público só é reservado para os "players" que se aproveitam de oportunidades desse momento especulativo da economia brasileira para vender sonhos que virarão pesadelos para quem estiver no caminho de suas fábricas de ilusões.


Demissões, dessa vez 95 dispensados


Por Luciana Portinho

Foi a informação repassada ao blog por um leitor responsável. Sua filha foi uma das 95 demitidas, no final do dia de hoje, pela empresa OSX. Segundo a fonte, antes haviam sido demitidos os ‘azuizinhos’, de nível mais graduado. Hoje, foi a vez dos ‘marronzinhos’, como eles mesmo se chamavam, é o pessoal de um escalão mais baixo na empresa.

Teriam trabalhado, mais ou menos, sete meses lá no Açu, após de terem recebido curso de treinamento para as funções. A mesma fonte informou que da OSX, no Porto, restam algo como 15 a 20 trabalhadores, tomam contam de uma esteira.

Lamentável para quem perdeu o emprego, investiu sonhos e projetos, muitas vezes, assumiu dívidas. Nossa solidariedade.

Preocupante para a região os últimos acontecimentos que rondam a empresa e as demais da rede. Só nos resta torcer para que a situação de crise divulgada aos quatro ventos se reverta. Amanhã mais detalhes do acontecimento.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Do Blog do Prof. Roberto Moraes: Ativos se transformaram em passivos na OSX


Os investidores chamam de ativo, o conjunto de instrumentos que uma empresa pode usar para produzir e gerar riquezas. É o caso das instalações, máquinas, equipamentos, recursos humanos, etc.

Já passivo trata-se de dívidas com fornecedores, prestadores de serviços, trabalhadores, etc.

No caso do estaleiro OSX que está (estava) sendo instalado até no Açu, em São João da Barra, pode-se dizer que apenas em alguns dias, os seus ativos viraram passivos rapidamente.

As dívidas com fornecedores e prestadores de serviços do estaleiro da OSX são grandes, segundo se está apurando.

As maiores empresas estão apertando o cerco para receber. As menores estão apavoradas com a hipótese do calote. Os valores vão de dezenas a centenas de milhares de reais para as pequenas, para as grandes a casa deve ser dos milhões.

As quarteirizadas (terceirizadas pelas terceirizadas) de pequeno porte estão no sufoco sem capital de giro para esperar pelo pagamento. Algumas empresas já estão se recusando a prestar serviços.

A segurança foi reduzida. Trabalhadores que estão sendo proibidos de entrar no empreendimento estão reclamando do mau tratamento com que estão atendidos por quem até alguns dias chamava de colaboradores.

Alguns que estão mantendo contato com o blog se manifestam preocupados com o futuro. Foi amplamente divulgado que o assunto foi ponto de pauta do prefeito de SJB com o empresário Eike Batista. Falou-se num prazo de sessenta dias para as coisas se regularizarem, mas, as preocupações são grandes. Continuemos acompanhando os desdobramentos no Açu.

domingo, 19 de maio de 2013

Do blog do Prof. Roberto Moraes: LLX decide fechar escritório em SJB


O blog teve a informação sobre o fechamento do escritório da LLX, na sede do município de São João da Barra. O escritório funciona desde 2008, na rua São Benedito, perpendicular à Thomaz de Aquino, no centro de São João da Barra.

O blog considera este um símbolo importante para o município de São João da Barra, sede do empreendimento do Complexo do Açu.

Por considerar que esta informação tem desdobramentos importantes, tanto sob o ponto de vista político (e simbólico) quanto político e econômico, o blog fez questão de entrar em contato ontem com a Assessoria de Imprensa da LLX para confirmar a informação.

Na noite de ontem, sexta-feira (17/05) recebeu a resposta:

"Roberto, tudo bem?Conforme falamos ao telefone, o escritório da LLX em São João da Barra não está fechado porém o planejamento é de mudança de todas as equipes para o empreendimento.
Qualquer duvida estou a disposição.
Sds."

A informação oficial da LLX confirma então o fechamento do escritório na sede do município, embora, negue que o fato tenha relação com a reestruturação o grupo EBX, como forte repercussão, especialmente, na OSX. Assim, a LLX confirma o fechamento, como decisão de um planejamento anterior, que prevê a concentração das atividades nas instalações junto ao Porto do Açu, na localidade do mesmo nome.

A fonte do blog informou ainda que muitos trabalhadores da LLX que atuavam no escritório, na sede do município em SJB, já tinham sido transferidos para a área administrativa do Porto do Açu. Isto foi confirmado pela Assessoria de Imprensa que disse que o encerramento das atividades do escritório na sede em SJB deve levar um tempo um pouco superior a trinta dias, mas efetivamente acontecerá.

O fato pode não estar relacionado à crise e aos cortes de despesas do grupo, com orientação do Banco BTG Pactual, mas, efetivamente representa, um esvaziamento das intenções do município, em relação ao empreendimento no antigo 5º Distrito.

É um fato mais que simbólico a ser considerado em todo este processo de implantação do Complexo do Açu. Continuemos acompanhando.

Do Blog do Pedlowski - Porto do Açu: para refrescar a memória de quem ataca quem apenas alertou

Como colaborador da Revista Somos Assim tive a oportunidade de receber e arquivar todos os números que foram publicados em sua versão impressa. Hoje atendendo o pedido de um amigo fui checar a minha coleção para verificar um assunto, mas acabei encontrando uma entrevista com a então prefeita de São João da Barra que foi publicada no número 104 da Somos que chegou às bancas no dia 19 de Julho de 2009.

Como nos últimos dias tenho visto comentários raivosos de anônimos que acessam blogs que estão tratando da crise avassaladora que consome o Grupo EB(X) e ameaça naufragar o outrora suntuoso empreendimento do Porto do Açu, resolvi digitalizar a entrevista e postá-la para que todos possam se deliciar com as promessas que foram feitas há quase 4 anos atrás. Das que eu mais gostei estão as seguintes:

1) conclusão das obras do Porto do Açu em 2012.
2) captação de 4 bilhões de dólares com empreendedores chineses.
3) início da construção de uma usina siderúrgica (provavelmente a que seria construída pela corporação chinesa Wuhan) ainda 2010.

Mas como a entrevista é bastante longa e recheada de detalhes, com direito a fotos da então prefeita com Eike Batista e Sérgio Cabral, e deles com os dirigentes chineses, abaixo segue a entrevista.

Em tempo: se alguém tiver que reclamar algo que não seja comigo e com outros que avisaram que todas essas promessas eram, digamos, inflacionadas. Em suma, não atirem nos mensageiros, pois a mensagem, como se vê agora, tinha um quê de premonição!






sexta-feira, 17 de maio de 2013

Porto do Açu: além das milhares de demissões, os papagaios



O professor Roberto Moraes do Instituto Federal Fluminense (IFF) acaba de postar uma mensagem apresentando uma estimativa inédita mostrando que 4.000 mil trabalhadores podem ter sido demitidos no Porto do Açu (Aqui!). 

Para adicionar mais dramaticidade à situação que está ocorrendo no complexo de Eike Batista, hoje fui contactado por um dos muitos micro-empresários que investiram suas economias na aquisição de para transportar as pedras que seriam utilizadas na construção do quebra-mar do porto. Pois bem, essa pessoa está com um papagaio pendurado desde março no valor de R$ 25.000,00 de uma das empresas terceirizadas que foram contratadas pelas empresas "X" para realizar o transporte de pedras (e pior com mais dívidas ainda por vencer). Mas o pior é que segundo estimativas dessa mesma pessoa, outros proprietários de caminhões, num número que pode variar entre 50 e 100, estão na mesma condição. Isso pode indicar que apenas uma das empresas terceirizadas pode estar com dívidas que ultrapassam a casa do milhão de reais apenas no transporte de pedras.

A pergunta que eu me faço é o seguinte: quem vai cuidar dos interesses de todos os que estão com pagamento atrasados? O Grupo EB(X), o BNDES, a CODIN? Afinal, como bem frisou a pessoa que me ligou todos os que estão nessa condição trágica acreditaram nas promessas de desenvolvimento que foram disseminadas por Eike Batista e avalizadas pelo (des) governo de Sérgio Cabral. Agora, com empréstimos vencendo, o que esses micro-empresários estão se perguntando é se essa aposta foi furada, e eles vão ter que arcar com todo o prejuízo.

Demissões e "desligamentos" podem se aproximar de 4 mil no Complexo do Açu

Somando todas as demissões e/ou desligamentos (como preferem chamar algumas empresas) já feitas desde que a crise se instalou no Açu, não é difícil chegar à conta de aproximadamente 4 mil trabalhadores.

Da própria OSX em números difíceis de serem apurados e contabilizados é possível estimar em mais de 300 trabalhadores. Da espanhola, Acciona entre demissões de pessoal que retornou ao Nordeste, mais de 500, dos 1.600 que estão de "stand-by" em casa "aguardando negociação com a OSX, se chega a um número superior a 2 mil trabalhadores. Outros mil da ICEC, demitidos, ou a partir de hoje hoje, também em "stand-by". Da AFG, hoje, 140 demitidos. Das diversas empresas de apoio, consultoria, projetos sociais e ambientais, serventia, vigilância, etc.é possível ainda inferir um número de pelo menos 300 trabalhadores.

José Carlos Eulálio, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil

Assim, é possível verificar que a conta entre já dispensados e em vias de dispensa podem passar de 4 mil trabalhadores. Este número bate com o que o presidente do Sindicato de Trabalhadores da Construção Civil do Norte e Noroeste Fluminense, José Carlos Eulálio possui, de que de um total de 8,2 mil trabalhadores, mais de 50% já foram dispensados.

Eulálio informou ao blog que começará em instantes, uma reunião com representantes da Acciona para cobrar uma posição deles sobre a situação das demissões e dos trabalhadores que estão em "stand-by" aguardando as negociações da empresa com o estaleiro da OSX.

Eulálio diz ainda que seu sindicato aguarda também relatório da força-tarefa do Ministério do Trabalho, com auditores de Brasília, do Rio de Janeiro e da região, estão fazendo, a partir de auditoria solicitada pelo sindicato, sobre irregularidades denunciadas nas relações de trabalho dentro do Complexo do Açu.

Do ponto de vista social, para trabalhadores que voltaram para a região apostando no empreendimento e para jovens recém-formados, é lastimável o quadro. A localidade do Açu, segundo moradores, o sentimento de esvaziamento é muto maior agora, do que antes da chegada do empreendimento.

É grave a crise e parece que outras notícias ruins ainda estão chegando. O blog espera confirmar para passar aos nossos leitores e colaboradores.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Planície Lamacenta: O Porto do Açu e as leis da física!


Diz o princípio da Dinâmica, ou 1ª Lei de Newton, que um corpo não sujeito a ação de nenhuma força externa tenderá ao movimento linear e de velocidade constante ou ao repouso!

É este princípio que pode ser aplicado para entender o Porto do Açu.

Os jornais e blogs de coleira trombeteiam a inevitabilidade do Porto como algo a ser comemorado.

Qual nada!

O Porto do Açu é o maior erro estratégico e financeiro da história recente deste país, e que nos custará enormes sacrifícios sócio-ambientais, e quiçá políticos, se considerarmos que muita gente boa que embarcou na canoa furada deveria ser cobrada por ter hipotecado apoio e dinheiro públicos na empreitada aventureira.

No blog do Roberto Moraes, um de seus leitores desvendou mais uma farsa, e podemos ler aqui.

Além de atrasadas as obras de todo complexo, o Porto é um erro de avaliação geológico dos grandes, e agora o já cambaleante empreendimento terá que desembolsar mais dinheiro para corrigir falhas estruturais!

O Porto do Açu é como um caminhão carregado, descendo a ladeira e sem freios!

Eu só torço para que ele atropele as pessoas certas!

E já que falamos de leis da física, aí vai outra: Tudo que sobe, desce!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Blog do Prof. Pedlowski informa: Salinização do Açu: o fenômeno pode não ser tão temporário como alguns disseram



Quando surgiram as informações de que as obras do Porto do Açu tinham causado um grave processo de salinização de solos e águas no V Distrito de São João da Barra, a primeira reação do Grupo EB(X) e de seus apoiadores era de que os pesquisadores da UENF estavam errados. Teve até gente que tentou imputar alcunhas que denegriam os pesquisadores. Depois que ficou demonstrado que os resultados eram irrefutáveis, apareceram informações de que o processo era temporário e que as medidas sendo tomadas levariam a uma normalização da condutividade elétrica nas águas que circundam o empreendimento.

Pois bem, como cientistas nunca param de coletar dados, estamos na iminência de ter acesso a novos dados que deixaram muito de boca aberta, visto que em alguns pontos do Açu a condutividade elétrica das águas voltou a níveis alarmantes.

Enquanto isso continuo esperando que alguém apareça para dizer quando os agricultores atingidos pela salinização começarão a ser ressarcidos pelo Grupo EB(X). De quebra, também aguardo uma visita do prefeito Neco para prestar solidariedade aos agricultores que hoje não estão podendo trabalhar por causa da salinização de suas terras.

Do Blog do Prof. Roberto Moraes: Informações de hoje sobre o Complexo do Açu


Abaixo alguma das informações obtidas hoje pelo blog:

1 - Há negociadores adquirindo áreas no entorno (vizinhança) do estaleiro. Quatro casas já foram negociadas na margem do Veiga na direção/divisa com o estaleiro. Os valores já foram acordados e os pagamentos deverão ser feitos ainda esta semana; 

2 - Há uma empresa contratada (particular) medindo o canal do Veiga, inclusive no perímetro urbano; 

3 - A empresa espanhola FCC já está contratando pessoal para atuar nos diques no terminal TX-1; 

4 - A empresa de montagens industriais ICEC continua com redução de pessoal que está se desligando. A empresa nega que esteja fazendo demissões e que aguarda posição da OSX, esperando cumprir o contrato firmado. O Sindicato de Trabalhadores da Construção Civil confirmou ao blog que está havendo demissões na empresa. O blog também obteve informações que a ICEC está retirando equipamentos e materiais da obra do estaleiro.

PS.: Atualizado às 19:04: O Sindicato de Trabalhadores da Construção Civil de Campos e Região informou que uma nova reunião com os representantes da Acciona e trabalhadores da empresa espanhola que está com 1,6 mil trabalhadores em casa aguardando decisão sobre o retorno das atividades de montagem do estaleiro deverá acontecer na próxima sexta, ou segunda da semana que vem.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Eike aportará 1 bilhão de dólares na OGX? Saiba os bastidores da discussão

Eike: discussão sobre a OGX


Na sexta-feira, na tentativa de acalmar o mercado, o Diretor de Relações com os Investidores da OGX, Roberto Monteiro, disse numa teleconferência com analistas financeiros que “é sempre bom saber que temos a opção de obter 1 bilhão de dólares de Eike Batista“. Monteiro referia-se a opção de venda neste valor que recebeu de Eike, a chamada put, conforme a OGX anunciou em 24 de outubro passado.

Em resumo, significa que a OGX pode exigir de Eike que aumente o capital da OGX em 1 bilhão de dólares.

Assim, daria um horizonte à encrencada empresa para fazer os investimentos que precisa. Beleza. Mas nos bastidores o que está acontecendo é uma discussão tensa – e bota tensa nisso – entre as direções da OGX e da EBX.

A OGX quer exercer a put. Só que, apesar do compromisso assumido, há uma discussão interna na holding.

Executivos da EBX argumentam que, apesar de o fato relevante ter sido publicado em outubro, o contrato regulando a put nunca foi assinado, o que impediria a OGX de exercer esse direito.

Na quinta-feira passada, pegou fogo uma reunião entre executivos da OGX e EBX para discutir o assunto. Saiu faísca, com ânimos exaltados de ambos os lados – lados que até meses atrás eram um só.

Em resumo, salvo se Eike Batista vier a público para acalmar o mercado e garantir que aportará o bilhão de dólares, a incerteza que ronda a OGX seguirá intocada.

Por Lauro Jardim


Do Planície Lamacenta: Porto do Açu: Neco e Carla, e o beija-mão vergonhoso!


Vou pegar carona no que disse o Dr Marcos Pedlowski em seu blog, e perguntar: E os trabalhadores e as famílias desterrados do V Distrito, quando receberam qualquer gesto das "ôtoridades"?

Que tipo de representante político é este que escolhe, de forma tão descarada, apresentar-se como enfeite de legitimidade a um empresário que destroçou sua cidade, ao invés de estar ao lado dos mais fracos nesta História?

Um vexame!

Mas pelo menos a população de SJB, os mais pobres, e os que já foram desgraçados (e os que ainda o serão) pelo empreendimento do Açu já poderão, de antemão, saber de que lado estão seus eleitos!

Engraçada é a "fala" do prefeito: Está preocupado com a degola, e vai se confraternizar com a guilhotina!

Nem Odorico Paraguassú iria tão longe!

Será que foi beija mão, ou beija pés?

Do blog do Prof. Roberto Moraes: Informações do dia sobre o andamento da situação no Complexo do Açu

Como não poderia deixar de ser, é grande a pressão, assim como a boataria sobre as possibilidades e os desdobramentos da implantação dos empreendimentos no Complexo do Açu. Procurando separar uma coisa de outra, o blog traz novas informações do Açu:
  1. Até o fim do mês haveria enxugamento também na LLX;
  2. Um número (quase cabalístico) e final dos funcionários da OSX que vão ficar no estaleiro seria de 102 trabalhadores próprios, já listados;
  3. Os estagiários da OSX (que possuem bolsa de apenas R$ 800,00) também estão com aviso e serão dispensados no final do mês.
  4. A ICEC está dispensando (demitindo a pedido, segundo a própria) os funcionários que moram fora da região e que não estão fazendo horas extras. Este número teria subido para 90 (noventa);
  5. As obras do estaleiro estão praticamente paralisadas até os guindasteiros (da empresa VGN) estão praticamente sem trabalho, pois, sem o pessoal da Acciona para dar andamento nas obras, o material que chega não tem para onde ir.
  6. Antes se dizia que em trinta dias, até o início de junho o ritmo poderia ser retomado, mas, já se fala em 90 dias;
  7. A Acciona estaria tentando negociar e repassar o alojamento que construiu na localidade do Açu, em área próxima, quase vizinha ao estaleiro;
  8. Informações também dão conta de que a FCC já está com escritório montado em Campos e que começaria a contratar trabalhadores, dando prioridade aos que foram demitidos da Acciona.
  9. Continua suspenso o pagamento da OSX às empresas terceirizadas para a construção do estaleiro. Este fato teria sido determinante para o atraso do pagamento de salários na ICEC, que só foi feito em consequência da manifestação dos trabalhadores, já que duas promessas anteriores já teriam sido descumpridas;
  10. A empresa que está instalando as torres de transmissão de energia elétrica da Ampla já chegou com as frentes de trabalho no Açu.
  11. Henrique Thoni investidor do grupo X informa que os caixões da FCC que foram trazidos da Espanha para o Rio, já foram descarregados do navio Black Marlin e estão sendo rebocadas para o Porto do Açu. Diversas fotos do descarregamento feito na Baía de Guanabara foram enviadas ao blog e uma está postada abaixo.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Acciona reúne funcionários para esclarecimentos

A reunião aconteceu no campo Goytacaz Futebol Clube na manhã desta quarta-feira


Na manhã desta quarta-feira (08), a Acciona Infraestruturas reuniu com funcionários para prestar alguns esclarecimentos. A reunião aconteceu no campo Goytacaz Futebol Clube, na Rua dos Goytacazes.

De acordo com o José Eulálio, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário do Estado do Rio de Janeiro (Sticoncimo-RJ), todos os funcionários receberão um documento, onde ficarão à disposição da Acciona, recebendo seus salários, mas ficarão em casa. Informou ainda que os 230 trabalhadores que vieram de outros estados pediram pra ir embora, por isso não participaram da reunião.

Ainda não se sabe por quanto tempo os trabalhadores ficaram à disposição da empresa e afirmou: “O tempo é indeterminado, porque a gente não sabe se a renovação de contrato da OSX com o Grupo EBX vai acontecer em 30 ou 40 dias”.

Nota Acciona

Nesta data de 6 de maio, a Acciona se vê na obrigação de comunicar a suspensão temporária do contrato de prestação de serviços firmado com a OSX Construção Naval SA, em consequência da redução substancial do escopo da obra, conforme comunicado pelo cliente. A Acciona adotou essa medida de forma cautelar e provisória, com o objetivo de minimizar os impactos sobre seus empregados e fornecedores. Esta situação deverá às partes, dentro do marco contratual que os une e do princípio de boa fé, definir uma forma de continuidade do projeto.

Nota OSX

A OSX Construção Naval S/A esclarece que segue negociando com a Acciona iniciativas pertinentes ao contrato de prestação de serviço vigente, conforme a adaptação do ritmo de implantação do estaleiro ao atual cenário do mercado no País. A expectativa da OSX é que ambas as partes definirão em conjunto os passos subsequentes, dentro dos objetivos comuns que as unem. A OSX reitera ainda que os ajustes que estão sendo realizados fazem parte de um processo de adequação à atual carteira de encomendas, devendo tal adequação abranger também serviços de apoio e serviços terceirizados. As obras do estaleiro seguem concentradas nas áreas e estruturas necessárias ao desenvolvimento dos projetos em carteira.

Do Blog do Prof. Roberto Moraes: Novas informações sobre paralisações/demissões no Açu



Empresas subcontratadas da Acciona estão impedidas de entrar no estaleiro da OSX. Muitas estariam sem receber e com equipamentos presos dentro do canteiro de obras, sem autorização para retirada dos mesmos;

Todas as portarias do empreendimento estão barrando os funcionários da empresa espanhola Acciona;

As informações dão conta que as demissões na empresa especializada em montagens industriais, ICEC, só ontem, chegaram a 150 funcionários e que o alojamento da mesma em Água Preta, já estaria praticamente vazio, assim como o alojamento da Acciona no Açu;

O caso da ICEC está ligado também a atrasos de salários que tem a promessa de quitação até sexta-feira;

Outra nova informação que chegou ao blog é que o estaleiro OSX pretendia que a empresa espanhola Acciona tocasse a obra, por conta própria, até que a OSX pudesse pagar mais adiante, ou mesmo dar participação acionária à empresa. A Acciona não teria aceitado esta proposta. O fato chegou a ser comentado com funcionários na reunião feita nesta manhã com funcionários da Acciona que moram em Campos e que ocorreu no campo do Goytacaz, conforme noticiado pelo site de Notícias Ururau;

Há preocupações entre os trabalhadores, mesmo com a intermediação do Sindicato de Trabalhadores da Construção Civil, com o recesso remunerado para os trabalhadores aguardarem a posição sobre a continuidade dos seus contratos. Além da preocupação com a manutenção do emprego, eles estão reclamando da redução dos salários, por conta da suspensão das horas-extras;

Fornecedores locais têm estão insatisfeitos com a Acciona e a ICEC;

As obras no dique/cais no canal TX-2, em frente às construções da empresa Thecnip, que servirão para atracação dos navios e/ou rebocadores estão totalmente paradas, pois, também eram desenvolvidas pela Acciona.